Falácia da falsa causa: é aquela falácia segundo a qual se considera como causa de um acontecimento um fato ou fenômeno que apenas o antecedeu, sem relação constatada de causa e efeito entre eles. Por exemplo, Filmes violentos causam comportamento violento em seus especatores. Meu vizinho assistiu a Assassinos por natureza e depois cometeu uma chacina na sua escola. O fato de uma pessoa cometer assassinatos após assisitir a um filme violento não comprova essa relação de causa e efeito. Não há meios de comprovar que, se ele tivesse assistido ao filme A noviça rebelde, ele não teria cometido os mesmos crimes.
Falácia do apelo à ignorância: afirma uma verdade com base no desconhecimento de argumentos que lhe contrariem. Por exemplo: Não há perigo de transmissão do HIV em consultório dentário. Até hoje, nenhum caso desse tipo foi registrado. O fato de nunca ter acontecido não comprova que nunca venha a acontecer.
Falácia da causa comum: afirma que um fato é causa de outro, sem considerar que há um terceiro fato que é causa dos dois primeiros. Exemplo: A publicidade, através de atores e modelos belos e bem vestidos, incita as pessoas a darem valor excessivo à aparência. Ora, a publicidade quer vender, e para isso, apela para os valores do público que quer atingir. Portanto, se ela mostra pessoas belas e bem vestidas, é porque, anteriormente a isso, as pessoas já dão valor excessivo à aparência. Talvez ambos os fatos estejam atrelados a um terceiro: o desejo de ter status, que na época da sociedade aristocrática se estabelecia pelos títulos de nobreza, os quais foram abolidos após o advento da sociedade burguesa.